Acetato de vitamina E – Relacionado com surto de mortes

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Expresso - Internacional - 12.11.2019 às 12h15

 

Um estudo agora divulgado aponta para este químico como causa para os graves danos dos pulmões encontrados nos pacientes. Investigadores não sabem ainda explicar porquê
Um estudo agora divulgado aponta o acetato de vitamina E como o responsável pelo surto de mortes nos Estados Unidos, relacionado com a utilização de cigarros eletrónicos. Pelo menos 39 pessoas morreram no país nos últimos meses, com graves danos pulmonares, o que levou as entidades públicas de saúde a investir em pesquisas que encontrassem a justificação. O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC-agência que depende do sistema de saúde norte-americano) avançou pela primeira vez uma resposta, ainda que as centenas de especialistas envolvidos na investigação não saibam ainda explicar como atua o acetato de vitamina E, um produto químico, para danificar os pulmões.

“Detetamos uma substância química potencialmente preocupante, acetato de vitamina E, que foi encontrada em amostras biológicas de pacientes com danos nos pulmões”, explicou Anne Schuchat, vice-diretora do CDC. Os investigadores identificaram o mesmo produto químico em análises realizadas ao líquido pulmonar de 29 pacientes, incluindo dois que morreram.

Os resultados mostraram a presença de acetato de vitamina E em todos os doentes, enquanto o tetra-hidrocanabinol (THC) – o princípio ativo responsável pelos efeitos psicotrópicos da canábis – foi encontrado em quatro em cada cinco pacientes, e a nicotina em 62%.

O acetato de vitamina E – um produto químico com uma textura pegajosa e oleosa que, quando inalada, adere ao tecido pulmonar – é usado como um componente para a produção de produtos ilegais para cigarros eletrónicos, contendo THC. A substância não está aprovada para utilização na Europa.

“As últimas descobertas sugerem que os produtos que contêm THC, especialmente os fornecidos por amigos ou familiares, ou comprados na Internet, estão ligados à maioria dos casos estudados”, concluiui o etsudo, o que justifica a recomendação para não usar produtos com THC nos cigarros eletrónicos, independentemente de onde foram comprados.

Dada a diversidade dos estados de origem dos pacientes submetidos às análises, é improvável estar em causa um único produto ou fornecedor, acrescenta o relatório.

Na quinta-feira, a Juul Labs, líder na venda de cigarros eletrónicos, anunciou que suspenderia as vendas de seus produtos com sabor de menta, depois de as últimas pesquisas nacionais terem revelado que estas são as favoritas dos jovens.

 

by Expresso – 12.11.2019 às 12h15

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